Valdete Severo é a nova Co-Editora da Laborare

A revista Laborare, lançada pelo Instituto Trabalho Digno em 2018 e que já publicou três edições semestrais, tem agora uma nova Co-editora geral – é Valdete Severo, Doutora em Direito do Trabalho pela USP – Universidade de São Paulo e Mestre em Direitos Fundamentais pela Pontifícia Universidade Católica – PUC do Rio Grande do Sul. É atualmente pós-doutoranda junto ao programa de Ciências Políticas na UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Juíza do Trabalho desde 2001, Valdete Severo é a atual Presidenta da  Associação Juízes pela Democracia – AJD.

A Laborare deu mais um passo para consolidar-se como um veículo de diálogo científico no mundo do trabalho.

A editoria geral da revista passa a ser compartilhada entre Valdete Severo e o médico e atual presidente do Instituto Trabalho Digno, Fernando Donato Vasconcelos, Doutor em Saúde Pública.

Publicada a terceira edição da revista Laborare

Foi publicada a terceira edição da Laborare, revista científica editada pelo Instituto Trabalho Digno.

Diversos artigos tratam das inquietações sobre a onda precarizante que atinge o país e das medidas necessárias para defender o trabalho digno.

 

Atendendo convite da Laborare, o Professor René Mendes, um dos pioneiros da Medicina do Trabalho no Brasil e renomado cientista, trata do “Futuro da Inspeção do Trabalho, enquanto política pública”, analisando antes o atual lugar do trabalho na sociedade e na economia brasileiras, à luz das profundas modificações em curso, “ditadas pelas novas tecnologias pelo neoliberalismo sem limites e sem ética”. 

Com outro enfoque, mas também tratando da necessidade de se cumprir as normas de segurança e saúde no trabalho, os autores Anastácio Gonçalves e Palmério Queiroz analisam a pior tragédia envolvendo o transporte marítimo no Estado da Bahia, destacando, além de aspectos técnicos envolvidos, os fatores relacionados às condições de trabalho inadequadas e à precariedade da embarcação.

Diego Leal, em seu artigo “Trabalhador autônomo exclusivo: maior segurança jurídica para o contratante ou melhor disfarce para a relação de emprego?”, analisa a Reforma Trabalhista, que criou a figura do trabalhador autônomo exclusivo, ampliando a incerteza acerca de significado deste no mundo do trabalho, aprofundando a precarização.

O ex-coordenador da Escola Nacional de Inspeção do Trabalho, Eduardo Baptista Vieira, no artigo “A inobservância do princípio da proteção ao trabalhador pela reforma trabalhista”, trata das violações feitas aos princípios da garantia da condição mais benéfica ao trabalhador e do in dubio pro operário, afetando a essência do Direito do Trabalho e o “projeto civilizatório, humanístico e social” previsto na Constituição.

Já a médica Odete Pereira Reis, no artigo “A organização do trabalho, o risco psicossocial e o adoecimento”, aborda as atividades bancárias e de teleatendimento, analisando as formas de gestão e organização do trabalho que “tem como base, entre outros, a cobrança de metas abusivas e o controle ostensivo dos trabalhadores, com o objetivo de intensificação do trabalho e o aumento contínuo de produtividade, e estudar as consequências para os trabalhadores advindas dessas práticas”.

A Laborare é um investimento de quem acredita em um futuro de dignidade para o trabalho e que para alcançá-lo é preciso fazer ciência e diálogo, construir pontes entre os variados atores e atrizes do mundo do trabalho, resistir ao passado que insiste em arrastar suas correntes nesta noite que queremos seja passageira.

Veja a edição completa em clicando aqui.

(Foto da capa: Luiz Alfredo Scienza)

Publicada segunda edição da Laborare

Novas Reflexões no Mundo do Trabalho

Laborare chega à sua segunda edição semestral, cumprindo a meta estabelecida pelo Instituto Trabalho Digno. Perseveramos na construção de um espaço de diálogo científico multidisciplinar dos campos de conhecimento relacionados ao mundo do trabalho.

Cada uma das pequenas conquistas da revista é comemorada como uma grande vitória porque construída com esforços e recursos dos associados do Instituto (que custearam registros no ISSN, DOI, a edição, hospedagem e atualização do site etc.) e dos colaboradores que fazem a revisão científica dos artigos, participam dos concursos de fotografia, dão o apoio que podem.

Estamos atentos à destruição de direitos trabalhistas e previdenciários, à crescente ameaça aos direitos humanos e às liberdades democráticas, em um país que agora sequer tem um Ministério do Trabalho. Na primeira edição dizíamos que “Outro Mundo do Trabalho é Possível” e de fato é, mas como uma Utopia que precisa ser construída em meio à resistência à onda de destruição.

O papel da Laborare é aglutinar reflexões técnicas e científicas, em especial, nas áreas de Direito do Trabalho, Segurança e Saúde do Trabalhador, Inspeção do Trabalho e Ciências Sociais e Trabalho.

Os quatro artigos trazidos nesta edição revelam a elevada qualidade técnica e científica presente no mundo do trabalho. E a revista traz também as fotografias que foram selecionadas no Concurso Cultural Fotográfico promovido pelo Instituto com o tema “A Inspeção do Trabalho no Brasil: Em Luta pelo Trabalho Digno”. Uma das fotos, de autoria de Mauricio Krepsky, retrata Catadores no lixão de Boa Vista, Roraima, mostrando na capa desta edição a face da desigualdade em nosso país.

Raramente os auditores-fiscais do trabalho (AFT) trazem a público a reflexão técnica sobre seu trabalho, como fazem Paulo Conceição, Valquíria Cavalcanti, Jackson Brandão e Magna Ramos, que analisam a grande operação de fiscalização realizada em postos revendedores de combustíveis da Bahia, visando a prevenção da exposição ocupacional ao benzeno.

O AFT e professor de Direito Luiz Felipe Monsores de Assumpção traz em seu artigo reflexões sobre a Inspeção do Trabalho mais além do papel de vigilância, analisando seu papel na construção do direito do trabalho.

A professora Renata Dutra, a advogada Fernanda Figueredo e a graduanda Loyana Matos ouvem as vozes dos trabalhadores e trabalhadoras contratados de forma terceirizada para o serviço de limpeza em uma Universidade Pública, debatendo a distância entre a ficção jurídica e a realidade vivida.

“O mal continua presente!” ressalta a pesquisadora Soraya Wingester Vasconcelos, Tecnologista da Fundacentro, em relação ao amianto, oficialmente banido, mas presente em todos os cantos do país. E analisa o que é necessário fazer pela vigilância à saúde dos trabalhadores com história de exposição ao mineral.

A revista Laborare segue seu caminho, assim como o Instituto Trabalho Digno que acaba de completar dois anos de existência.

Em um momento da história do país em que governantes e seus asseclas se orgulham em patrocinar a ignorância e a violência, nossa voz segue ao lado dos que clamam por uma sociedade em que o trabalho seja digno, que os direitos humanos sejam respeitados e valores como a Justiça, a Democracia e o Conhecimento sejam preservados e fortalecidos.

Os Editores

Visite a Laborare em: trabalhodigno.org/laborare

Revista Laborare receberá artigos até 31 de janeiro de 2019

A editoria da revista Laborare, adiou o prazo para apresentação de artigos da próxima edição da revista. Agora, os autores têm um prazo maior para apresentação dos seus originais. Os artigos já apresentados continuam a ser avaliados regularmente pelos revisores da publicação.

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Revista Laborare prepara segunda edição

A revista Laborare já começou a receber artigos para sua segunda edição. Seguindo a linha “Outro Mundo do Trabalho é possível”, a revista artigos originais nas áreas relacionadas com a promoção do trabalho digno, especialmente segurança e saúde do trabalhador, direitos trabalhistas, inspeção do trabalho e em ciências sociais e trabalho.

O Conselho Editorial da revista tem a participação de pesquisadores e profissionais atuantes nos campos de conhecimento da publicação em 8 países: África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos da América, França, México e Portugal.

Para enviar os artigos, os autores devem acessar o link http://trabalhodigno.org/laborare/index.php/laborare/about/submissions#onlineSubmissions no qual aparecem as instruções.

Os artigos serão publicados com DOI (Digital object identifier, padrão para identificação de documentos na internet) e já podem ser encontrados no Google Acadêmico, devendo ser encaminhada indexação de acordo com as regras de cada instituição.

Após a publicação do primeiro número, a revista recebeu muitas manifestações elogiosas  quanto aos artigos e a proposta de diálogo científico multidisciplinar em favor do trabalho digno.

Dentre os artigos publicados, o da juíza e professora Valdete Severo destacou a urgência de resistirmos contra o desmanche do Estado Social, em busca da proteção jurídica ao trabalho humano subordinado. No sentido de fortalecer a ação do Estado, os auditores do trabalho Otávio e Marina evidenciaram as microlesões dos direitos dos trabalhadores, prática empresarial voluntária também utilizada contra os consumidores.

Em favor da proteção da segurança dos trabalhadores, o professor Paulo Rogério Oliveira debateu a questão do Ruído enquanto fator de risco ocupacional tratado de forma insuficiente pela legislação. Já o engenheiro Miguel Branchtein analisou um sistema de proteção contra quedas com linha de vida horizontal como proteção de periferia na Construção Civil no Brasil.

 Os professores e pesquisadores da Saúde Coletiva Universidade Federal da Bahia Adryanna Cardim, Paulo Pena, Maria do Carmo Freitas e Mônica Angelim destacaram a atualidade do assédio moral institucionalizado ao estudar a situação dos operadores de teleatendimento com LER/DORT.

Já os auditores e médicos Mário Parreiras e Francisco Teixeira trouxeram à luz um caso de mesotelioma de pleura em mecânico-soldador, abordando os danos da exposição ao amianto.

E neste tempo de precarização travestido de modernidade, Yuri Leite, Emerson Sá e Albefredo Souza Júnior analisaram a natureza do vínculo entre os motoristas e a empresa Uber.

A portas da Laborare estão abertas aos pesquisadores do mundo do trabalho, numa perspectiva de que é possível construir uma sociedade em que o trabalho seja digno.

Publicada a revista Laborare

Foi publicado no dia 23 de julho o primeiro número da revista Laborare. Com um editorial com o título “Outro Mundo do Trabalho é possível”, o Instituto Trabalho Digno expressa sua expectativa no fortalecimento do diálogo multidisciplinar dos variados campos, instituições e pessoas envolvidas na promoção do trabalho digno. Veja o editorial a seguir.


Outro Mundo do Trabalho é possível

Laborare é uma iniciativa do Instituto Trabalho Digno visando a construção de um diálogo científico multidisciplinar dos variados campos de conhecimento relacionado ao mundo do trabalho, especialmente nas áreas de Direito do Trabalho, Segurança e Saúde do Trabalhador, Inspeção do Trabalho e Ciências Sociais e Trabalho.

Inicialmente formado por auditores fiscais do trabalho, o Instituto Trabalho Digno, refletindo sobre a experiência pioneira da Revista Baiana de Inspeção do Trabalho, se propôs a ampliar em muito o escopo desta, adotando, por exemplo, a revisão cega por pares, bem como estruturando um Conselho Editorial com pesquisadores, juízes do trabalho, procurador  do trabalho, professores, auditores e outros profissionais dedicados à defesa do trabalho digno e decente, reunindo 29 doutores que atuam em oito países: África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos da América, França, México e Portugal.

A sua primeira edição, viabilizada exclusivamente com recursos próprios, enfrentou grandes dificuldades num momento em que os direitos trabalhistas são violados e quase todos os dias novas iniciativas são tomadas para espoliar as riquezas nacionais, promover a degradação do ambiente, da saúde, da seguridade social etc. Muitos disseram não ao desânimo e acreditaram na viabilidade desta iniciativa.

Tanto quanto a diversidade e qualidade do nosso Conselho Editorial, como dos nossos revisores técnicos, os artigos desta edição atendem plenamente ao desafio do diálogo científico multidisciplinar em favor do trabalho digno.

O artigo da juíza e professora Valdete Severo destaca a urgência de resistirmos contra o desmanche do Estado Social, em busca da proteção jurídica ao trabalho humano subordinado. No sentido de fortalecer a ação do Estado, os auditores do trabalho Otávio e Marina evidenciam as microlesões dos direitos dos trabalhadores, prática empresarial voluntária também utilizada contra os consumidores.

Em favor da proteção da segurança dos trabalhadores, o professor Paulo Rogério Oliveira debate a questão do Ruído enquanto fator de risco ocupacional tratado de forma insuficiente pela legislação. Já o engenheiro Miguel Branchtein analisa um sistema de proteção contra quedas com linha de vida horizontal como proteção de periferia na Construção Civil no Brasil.

Os professores e pesquisadores da Saúde Coletiva Adryanna Cardim, Paulo Pena, Maria do Carmo Freitas e Mônica Angelim destacam a atualidade do assédio moral institucionalizado ao estudar a situação dos operadores de teleatendimento com LER/DORT. Já os auditores e médicos Mário Parreiras e Francisco Teixeira trazem à luz um caso de mesotelioma de pleura em mecânico-soldador, abordando os danos da exposição ao amianto.

E num tempo de precarização travestido de modernidade, Yuri Leite, Emerson Sá e Albefredo Souza Júnior analisam a natureza do vínculo entre os motoristas e a empresa Uber.

É a Laborare que abre suas portas aos pesquisadores do mundo do trabalho, numa perspectiva de que é possível construirmos uma sociedade em que o trabalho seja digno.

Os Editores

Visite a revista clicando aqui.